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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Rio-Santos é reaberta com sistema de pare e siga

Os motoristas que pretendem deixar o Rio de Janeiro nesta quarta-feira (2) para o fim de semana prolongado pelo feriado de Corpus Christi terão um problema a mais para enfrentar do que o trânsito intenso e o tempo chuvoso: uma queda de barreira próximo à chegada a Angra dos Reis, no litoral sul do estado, dificulta o trânsito, que funciona no sistema de pare e siga. 

Uma pedra gigante  rolou (01/06) e chegou a isolar o município de Angra dos Reis do resto do estado. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, o sistema pare e siga deve continuar por todo o dia. Os motoristas que se dirigem ao Rio de Janeiro têm que trafegar pelo acostamento, principalmente se a chuva continuar.

No mês passado, uma pedra de 100 toneladas foi implodida pelos técnicos do Dnit. Na semana passada, uma pedra de 50 e outra de 30 toneladas foram explodidas no local. Segundo as informações do Dnit, o trecho na altura de Garatucaia ainda apresenta riscos de novos deslizamentos.

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terça-feira, 1 de junho de 2010

Mais uma queda de barreira isola Angra dos Reis

A Polícia Rodoviária Federal informou que ainda não há previsão para a reabertura da Rodovia Rio-Santos, onde na altura da quilômetro km 457, houve um queda de barreira na madrugada nesta terça-feira (1) que isolou a cidade de Angra dos Reis, na Costa Verde Fluminense.

A queda da barreira aconteceu por volta das 3h e ninguém ficou ferido, informou ainda a PRF, ressaltando ainda não há registro de congestionamentos ou de acidentes no local após o deslizamento. Ainda de acordo com a PRF, já há equipes trabalhando no local para a retirada da terra que deslizou, mas os trabalhos não têm hora para terminar. O município está isolado porque as duas pistas foram interditadas e não há condições de desviar o trânsito para a Rodovia Presidente Dutra.
Fonte: Ag. Rio

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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Cidade resiste bem às chuvas

A chuva cai forte em Angra, mas cidade resiste bem. 100 dias após a tragédia de janeiro, quando fortes chuvas fizeram 53 mortos e muitos desabrigados e desalojados, a cidade ainda sofre com as consequências da tragédia de janeiro. Na terça-feira, 6, fortes chuvas causaram  pequenos deslizamentos em encostas. Também houveram alagamentos e quedas de árvores em alguns pontos do município. No Centro da cidade foi registrado um total de 98 mm de chuva. A Gerência de Engenharia da Defesa Civil realizou em apenas um dia, 55 vistorias, com 20 interdições de residências.

Na Rodovia Saturnino Braga, uma barreira deslizou após a Serra D‘Água e outra caiu entre o 2° e o 3° túnel, nos quilômetros 17 e 12, respectivamente, deixando a pista interditada até as 10h30 de ontem, quarta-feira. Na antiga Rio-Santos, também esteve interditada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), por causa de deslizamentos de terra e blocos de pedra nos quilômetros 450 e 452, na altura de Garatucaia e Conceição de Jacareí. Na manhã desta quinta-feira, 8, aconteceram novos deslizamentos nos quilômetros 455 e 456. O trânsito está em meia pista e os motoristas devem redobrar a atenção ao passar pelo local.  Próximo ao trevo de entrada da cidade também existem dois pontos em meia pista. A RJ155 e a Rio Santos estão liberadas com pontos em meia pista. Recomenda-se cautela pois há riscos de novos desabamentos em ambas as vias.

Por conta de alagamentos, 8 pessoas ficaram desabrigadas ontem, em Muriqui, distrito de Mangaratiba.

No vídeo feito pelo jornalista Igor Abreu, moradores fazem balanço da tragédia em Angra:

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Chuvas e vendaval voltam a incomodar a cidade

Angra dos Reis voltou a sofrer com a ação de um novo vendaval, com ventos de 80 km/h, no dia 19. É o segundo evento dessa natureza nesse mês de janeiro. A chuva começou por volta das 16h30, juntamente com o vendaval deixando um rastro de desordem ao longo da Rio-Santos, entre Camorim e Jacuecanga. Dezenas de árvores caíram e várias casas foram destelhadas. Na terça-feira, 12/01, a chuva também causou estragos, especificamente no Centro da cidade e nos morros.

As equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros agiram rapidamente cortando árvores que impediam o acesso pela rodovia. Os agentes da Defesa Civil distribuíram também lonas plásticas para cobertura provisória de telhados que foram danificados pelo vendaval. No Morro do Moreno uma árvore de grande porte caiu próxima à subestação da Ampla, e outras no Camorim e na Praia do Machado. Os moradores ficaram sem luz devido aos problemas causados pela chuva e o vento. Os trabalhos avançaram até a madrugada de quarta-feira, 20.

Mais chuvas
Predomina um fim de semana nublado com pancada de chuvas. Segundo a meteorologia prevê para esse fim de semana a possibilidade de chuva intensa com a min de 22°C e a máxima a 26°C , no sábado.

Pousadas voltam a funcionar na Praia do Bananal 
A secretária do meio ambiente Marilene Ramos liberou quatro das cinco pousadas da Praia do Bananal depois de avaliação. As atividades das pousadas estavam paradas por prevenção desde o ocorrido a pedido das autoridades estaduais, por causa dos trabalhos de busca e da grande movimentação do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil.   A visita da secretária também serviu para as primeiras avaliações sobre quais casas serão demolidas. Estudos mais elaborados serão realizados para a emissão do laudo definitivo. De acordo com a secretária, existe a possibilidade de que novas casas sejam construídas na área para suprir as que serão demolidas e alojar os moradores.

Reestruturação da cidade
De acordo com o Prefeito de Angra, o Governo Federal investirá R$80 Milhões em obras de infra-estrutura no município, sendo que  R$50 Milhões serão utilizados para habitação e R$30 Milhões em obras de infra-estrutura. Veja algumas obras conceituais da restauração de áreas afetadas:

 Na Ilha Grande - Praia do Bananal:



No Morro da Carioca:

Fotos: Angranews.com

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Novas chuvas interrompem trânsito


Nesta tarde de quinta-feira, choveu 60mm em uma hora. Quedas de árvores foram registradas nas Praias de Matariz e das Gordas. O DNIT interditou a Rio Santos na altura da Sapinhatuba por causa da possibilidade de desmoronamentos.
Ficou definido em reunião no planalto que Angra dos Reis irá receber R$ 80 milhões dos R$ 130 milhões liberados pelo Ministério da Integração em caráter emergencial. Os outros R$ 50 milhões serão repassados para as seis cidades da Baixada: Nova Iguaçu, Mesquita, Belford Roxo, Nilópolis, São João de Meriti e Duque de Caxias. O Prefeito anunciou  também a construção de mais de mil habitações para o município. 
Prevenção e reestruturação da cidade
Tuca Jordão concedeu, nesta quinta-feira, dia 14, uma entrevista coletiva no Salão Nobre da prefeitura para falar sobre a reestruturação do município. Segundo ele,  técnicos que hoje fazem o estudo geológico do município irão entregar o mapa geológico de Angra dentro de seis meses. A partir daí será feito um plano diretor definindo em quais áreas poderão haver construções e quais são as áreas de risco. Outra prioridade é o investimento no monitoramento definitivo do território, que será feito através de satélite, pluviômetro eletrônico, sistema de alerta etc.

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Encontrada mais uma vítima na Enseada do Bananal


Mais um corpo foi encontrado em Angra dos Reis, subindo para 53 o número de vítimas. No fim da tarde de ontem (13), os bombeiros encontraram mais um corpo na Enseada do Bananal. Há suspeita de que seja o corpo da cozinheira Roseli Pedroso, de 34 anos. Também está sendo aguardado o resultado de um exame de DNA, se o corpo não identificado no IML de Angra é ou não o da menina Alessandra de Carvalho, de 11 anos.

Nesta terça-feira última, ventos de 88 km por hora e uma forte chuva caiu durante 50 minutos, acompanhada de granizo. Dezenas de árvores tiveram galhos partidos e outras foram arrancadas no Morro da Carioca, Morro do Abel, Retiro, Praça Lopes Trovão, Morro do Santo Antônio, Estrada do Contorno e Banqueta. Uma pedra rolou no Morro do Santo Antônio, mas não atingiu pessoas nem casas. A Defesa Civil está trabalhando para retirar as árvores. Até a manhã de quarta-feira, dia 13, foram registrados 52 cortes de árvores. Ontem (13/1), chuvas e ventos deixaram a Grande Japuíba e o Parque das Palmeiras sem luz .

Ainda devido às fortes chuvas e ventos no final da tarde de terça-feira  o posto de arrecadação de donativos aos desabrigados de Angra dos Reis, foi fechado, com  retorno de suas atividades  previsto para dia 15/1.
 

Decreto polêmico
A Procuradoria Geral da República entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o decreto que altera a área de proteção ambiental, APA Tamoios, em Angra. É a que define a preservação da região e o uso do solo. A Procuradoria diz que é o decreto é inconstitucional. Essa área de proteção ambiental é formada por 57 ilhas de Angra, entre elas a Ilha Grande. O decreto permite a ampliação das construções já existentes e, para a procuradoria, ele estimula a ocupação desordenada e a especulação imobiliária. Fontes:Globonews e PMAR

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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Defesa Civil prepara Formulario de Avaliação de Danos

A Prefeitura de Angra, através da Defesa Civil Municipal, fechou na terça-feira, 5 de janeiro, o Formulário de Avaliação de Danos para o Sistema Nacional de Defesa Civil. O documento validará o Decreto de Calamidade Pública para o recebimento de recursos . A homologação do decreto (de nº 7.313 em 1° de janeiro de 2010), depende do governo federal que analisará o documento, como também a liberação de recursos para reconstrução do município.


No documento. a Gerência de Engenharia aponta os 61 bairros do município que sofreram com escorregamentos ou deslizamentos, com eventos secundários, enxurradas ou inundações bruscas, devido à forte chuva que caiu sobre o município das 15h da quarta-feira, 30 de dezembro de 2009, às 3h30 de sexta-feira, 1° de janeiro de 2010. Neste período foram registrados no pluviômetro instalado na sede da instituição, no São Bento, 417 mm de chuva, ultrapassando a média para todo o mês de dezembro, que era de 225,3 mm.

Avadan, como é chamado o documento, retrata o cenário do município após o desastre.  Nele é relatado o número de pessoas que sofreram danos físicos durante o processo; desalojadas (temporariamente em casa de parentes ou amigos), 2.284 pessoas; desabrigadas (assistidas em abrigos mantidos pela prefeitura), 652; deslocadas (pessoas que após as chuvas saíram do município), 80; desaparecidas, 2 (até esta data, no Morro da Carioca e na Praia do Bananal); levemente feridas, 31; gravemente feridas, 9; mortas, 52 (agentes das Defesas Civil Estadual e Municipal, continuam as buscas por duas vítimas, uma na Praia do Bananal e outra no Morro da Carioca). Os danos materiais causados a edificações também foram intensos, e estão no Avadan. Casas populares, 307 danificadas e 1.207 destruídas; outras residências (mansões, condomínios de luxo, entre outras), 4; pontos comerciais, 73 danificados e 1 destruído. Foram identificados também  a quantidade de acessos que sofreram danos: 9 quilômetros de estradas danificados e 11 km destruídos; 159, 3 mil m² de pavimentação de vias urbanas danificadas.

Meioambiente
O meio ambiente também sofreu as consequências por causa deste desastre em Angra dos Reis. A flora teve um índice de desmatamento considerado muito alto e o solo também sofre com as erosões. A conclusão do relatório dá conta de que o nível de intensidade do desastre foi IV (último índice da avaliação), de acordo com a Codificação de Desastres, Ameaças e Risco (CODAR), ou seja, que o porte do desastre foi considerado muito grande.

Bairros Atingidos
Os bairros atingidos pelo temporal são: Centro, Bonfim, São Bento, Morro do Abel, Morro da Carioca, Morro Santo Antônio, Morro da Caixa D’ Água, Morro do Carmo, Morro da Fortaleza, Morro do Perez, Morro do Tatu, Morro da Glória, Morro da Glória II, Balneário, Parque das Palmeiras, Encruzo da Enseada, Sapinhatuba I, Monte Castelo, Sapinhatuba III, Mombaça, Camorim Pequeno, Camorim, Areal, Banqueta, Campo Belo, Frade, Lambicada, Marinas, Morro do Bulé, Monsuaba, Divinéia, Praia do Anil, Praia Vermelha da Ilha Grande, Retiro, Ribeira, Praia do Machado, Biscaia, Ponta Leste, Araçatiba, Bananal, Colégio Naval, Jacuecanga, Morro da Cruz, Praia da Chácara, Praia do Jardim, Praia Grande, Tanguá, Vila Velha, Gamboa do Belém, Parque Belém, Praia da Longa, Garatucaia, Parque Mambucaba, Parque Perequê, Japuíba, Ponta dos Ubás, Enseada do Sítio Forte, Enseada das Estrelas, Proveta e Sertão de Mambucaba. Fonte:PMAR

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Uma sirene também para chuvas

Além das sirenes de aviso das usinas Angra 1 e 2, que podem soar em caso de acidente nuclear, moradores de Angra dos Reis passarão a conviver com outro tipo de alarme: pluviômetros eletrônicos (aparelhos que medem a quantidade de chuva) serão ligados a novas sirenes, que vão soar quando o nível de água acumulada atingir um ponto considerado crítico. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira, após o aviso de que 3 mil residências serão demolidas na cidade para evitar novos acidentes. Todas estão em áreas de risco.

Aniversário da Cidade
No dia em que Angra dos Reis comemora 508 anos, 6 de janeiro, as festividades, todas canceladas pelo prefeito Tuca Jordão, deram lugar a reuniões entre autoridades municipais, estaduais e federais, que buscam soluções para a reestruturação do município. A Secretária Estadual do Ambiente, Marilene Ramos, esteve em Angra hoje, avaliando o que poderá ser feito para minimizar os danos da chuva. A Secretaria do Ambiente autorizou o município a dragar os principais rios que cortam Angra. Entre eles o Mambucaba, Perequê e Japuíba. No dia 30 de dezembro de 2009 o Rio Japuíba transbordou deixando várias famílias desalojadas.


A Defesa Civil já registrou neste ano, 1423 ocorrências. 321 casas estão interditadas e 42 já foram demolidas. De acordo com a última atualização da Defesa Civil Municipal, o número total de desabrigados no município, que se encontram em escolas municipais, é de 56. Na E. M. Lomeu Bastos, Morro do Abel, estão abrigadas 13 pessoas e 107 estão desalojadas. Na Cleuza Jordão, Japuíba, tem 33 desabrigados e na Ayrton Senna, 10.

Defesa Civil
de Angra dos Reis:
  • Fones: 3377-7480 e 3377-4588
  • E-mail: semdec@angra.rj.gov.br
  • www.defesacivil.angra.rj.gov.br



Sobre a Lei Luciano Huck:

"A secretária estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Marilene Ramos, afirmou nesta quarta-feira que o decreto sobre a ocupação da zona de conservação da Apa Tamoios, em Angra dos Reis, ainda não serviu de base para nenhum licenciamento ambiental do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Marilene se reuniu com o prefeito da cidade, Tuca Jordão, e sobrevoou as regiões castigadas pelas fortes chuvas, que deixaram 52 mortos em Angra.

O decreto 41.921/09, assinado em junho pelo governador Sérgio Cabral, regulamenta construções nas Zonas de Conservação da Vida Silvestre (ZCVS) da Área de Proteção Ambiental (Apa) dos Tamoios, que engloba 21 mil hectares no continente e em mais 90 ilhas, entre elas a Ilha Grande. No novo decreto passaram a ser autorizadas novas construções em terrenos degradados, com a cota de 10% de área construída e 90% preservada.

A secretário afirmou que será realizado um mapeamento de todas as áreas da região. O trabalho deve ter o apoio de técnicos em geotecnia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Pontifícia Universidade do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Marilene e o prefeito de Angra estimam que pelo menos 500 casas deverão ser demolidas após o mapeamento, mas o número pode chegar a 3 mil." - Fonte: JB

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